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Adsorção de antígenos em látex
O teste de aglutinação indireta ou passiva emprega a adsorção de anticorpos ou antígenos solúveis proteicos ou polissacarídeos na superfície de micropartículas inertes (suportes) que não interferem na interação antígeno-anticorpo, como plásticos, gelatina, carvão e hemácias formolizadas de aves e carneiros.
Um suporte muito utilizado são micropartículas de poliestireno (látex), homogêneas quanto ao tamanho, com a vantagem de permitir a realização de testes rápidos de aglutinação em lâminas ou placas planas e com leitura em minutos.
Suportes com antígeno adsorvido são utilizados na pesquisa de anticorpos específicos.
A aglutinação do látex pode ser observada a olho nu após homogeneização. Há também a possibilidade de empregar métodos automatizados quantitativos como a absorção da luz (turbidimetria) ou a dispersão da luz (nefelometria), melhorando a sensibilidade do teste.
Principais testes laboratoriais que utilizam essa técnica
ASO – Antiestreptolisina O
A Estreptolisina “O” é uma toxina liberada pelo S. pyogenes. Nas infecções pela bactéria há liberação da toxina Estreptolisina O que é altamente antigênica, levando à formação de anticorpo antiestreptolisina O (ASLO).
PRINCÍPIO
O kit é constituído por uma suspensão de partículas de poliestireno sensibilizadas com Estreptolisina O. Ao se colocar essas partículas em contato com soro que tenha altos níveis de anticorpos antiestreptolisina O, processa-se a reação antígeno anticorpo, o que é evidenciado pela aglutinação das partículas de látex que formam agregados facilmente visíveis.
Fator reumatoide
O fator reumatoide está presente em numerosas patologias onde o sistema imunológico é altamente estimulado. Nessas doenças, os anticorpos IgG produzidos pelos linfócitos nas articulações sinoviais reagem com outros anticorpos IgG ou IgM, produzindo complexos imunes, ativação do complemento e destruição tecidual. Ainda não se sabe como as moléculas de IgG tornam-se antigênicas, porém elas podem ser alteradas pela agregação com vírus ou outros antígenos.
PRINCÍPIO
O kit contém uma suspensão de partículas de látex adsorvidas com gamaglobulina humana em tampão 100mmol/L de Glicina, pH 8,2. Com a adição do kit ao soro com “Fator Reumatoide” presente, desenvolve-se uma reação antígeno anticorpo. Esta se exterioriza pela aglutinação das partículas de látex formando agregados facilmente visíveis.
Proteína C Reativa
A proteína C reativa é uma glicoproteína produzida pelos hepatócitos, usada como indicador de processos inflamatórios agudos de origem bacteriana, ou ainda, de destruição de tecido.
PRINCÍPIO
O kit contém uma suspensão de partículas de látex de poliestireno recobertas com anticorpos anti-Proteína C- Reativa (PCR). Esta suspensão, em contato com amostras contendo Proteína C Reativa produz uma aglutinação das partículas de látex, visíveis macroscopicamente.
VAZ, A. J.; TAKEI, K.; BUENO, E. C.; Imunoensaios: Fundamentos e aplicações. RJ: Guanabara Koogan, 2007.